Lenda do Jiu-Jitsu, Gabi Garcia está oficialmente de volta ao maior palco do grappling mundial. Tetracampeã do ADCC, a brasileira foi convidada para disputar a edição de 2026, marcada para acontecer na Polônia, nos dias 12 e 13 de setembro. O retorno, que será na divisão acima de 65kg, coloca Gabi novamente entre a elite da modalidade, agora com a possibilidade de atingir um feito inédito em sua trajetória.
Atual recordista entre as mulheres no ADCC, Gabi Garcia pode se tornar a única atleta da história a conquistar cinco títulos no torneio, caso suba ao topo do pódio mais uma vez. Hoje, ela divide o seleto grupo de multicampeões com nomes como André Galvão e Gordon Ryan, que possuem mais conquistas no evento, mas em categorias que historicamente oferecem mais oportunidades de disputa, como absoluto e superlutas.
A trajetória da brasileira no ADCC começou em 2011, quando surpreendeu ao conquistar o título na categoria acima de 60kg em sua estreia, superando Hannette Staack. Na sequência, ampliou seu domínio com mais um ouro em 2013. Após um revés em 2015, quando ficou com o bronze, retomou o protagonismo ao vencer novamente em 2017 e 2019, consolidando-se como uma das maiores competidoras da história do evento.
Na edição de 2022, Gabi Garcia voltou ao pódio com mais uma medalha de bronze, antes de reduzir sua frequência competitiva. A expectativa de retorno já existia para 2024, mas a atleta optou por seguir outro caminho ao aceitar participar do Craig Jones Invitational, onde protagonizou um confronto intergênero de grande repercussão contra Craig Jones.
A decisão, que poderia ter impactado sua relação com o ADCC, não impediu um novo convite por parte da organização. Com isso, Gabi Garcia retorna ao torneio em 2026 integrando um evento que promete reunir grandes nomes do grappling mundial, reforçando o status do evento como o mais prestigiado da modalidade.
Agora, o foco da brasileira está na preparação para tentar escrever mais um capítulo histórico em sua carreira. Caso conquiste o quinto título, Gabi não apenas amplia seu legado, como também se isola como a maior campeã da história do ADCC no feminino.

