A comunidade do Jiu-Jitsu foi surpreendida na última quarta-feira (15) com a notícia envolvendo Roosevelt Sousa. O faixa-preta brasileiro foi flagrado em exame antidoping realizado após sua participação no Mundial No-Gi de 2025 e, como consequência, perdeu as duas medalhas de ouro conquistadas no torneio, além de receber uma suspensão de três anos das competições vinculadas à IBJJF e à CBJJ.
De acordo com informações divulgadas pela USADA (Agência Antidoping dos EUA), Roosevelt Sousa testou positivo para meldônio, substância proibida pela WADA (Agência Mundial Antidoping) desde 2016. O composto é conhecido por potencializar o desempenho ao melhorar a utilização de oxigênio pelo organismo, oferecendo vantagem competitiva ao atleta.
O exame foi realizado logo após as finais do Mundial No-Gi, disputado em dezembro de 2025. A sanção aplicada tem início retroativo a janeiro deste ano, com validade até 2029, período no qual o brasileiro ficará impedido de competir em eventos organizados pelas principais entidades reguladoras da modalidade.
Como resultado direto da infração, Roosevelt Sousa teve retiradas suas conquistas nas categorias pesadíssimo e absoluto do torneio. A redistribuição dos títulos dependerá da validação dos exames dos demais finalistas, com Heikki Jussila e Elder Cruz surgindo como possíveis beneficiados, caso não apresentem irregularidades.
Apesar da punição, os resultados obtidos por Roosevelt Sousa antes do exame seguem válidos em seu histórico competitivo. Ainda assim, o caso gera impacto significativo no cenário do grappling, reacendendo discussões sobre controle antidoping e integridade esportiva em eventos de alto nível.
A situação reforça a importância dos protocolos de testagem e da fiscalização contínua no jiu-jitsu profissional, especialmente em um momento de crescimento e maior visibilidade global da modalidade.

