O retorno de Conor McGregor ao UFC segue mobilizando não apenas os fãs, mas também algumas das maiores lendas da história do MMA. Escalado para enfrentar Max Holloway no UFC 329, em julho, o astro irlandês terá pela frente seu primeiro compromisso no octógono desde 2021 – cenário que desperta dúvidas até mesmo em antigos campeões da organização.
Um dos que demonstraram preocupação foi Georges St-Pierre. Ex-campeão dos meio-médios (até 77kg) e médios (até 84kg) do UFC, o canadense comentou o retorno de McGregor em entrevista ao site “MMA Junkie” e admitiu receio de ver o irlandês distante do nível técnico que o transformou em um dos maiores nomes da história do esporte.
“Partiria meu coração vê-lo voltar e não estar tão bom quanto ele era, ou perto do que ele foi. Isso é de partir o coração”, declarou o membro do Hall da Fama do UFC.
Na avaliação de Georges St-Pierre, o desafio físico e competitivo tende a ser enorme após um período tão longo longe das competições. Ainda assim, o canadense destacou que o tamanho do confronto é compatível com a dimensão construída por McGregor dentro do esporte.
“Ele volta para coisas grandes, e ele não volta para coisas pequenas. É apropriado. É claro que, se eu estivesse no camp do Conor, eu diria: ‘Prepare-se, porque vai ser uma luta pesada’. Mas ele consegue fazer isso. Vai ser interessante”, acrescentou.
O duelo contra Holloway será uma revanche de um confronto disputado originalmente em 2013, quando ambos ainda davam os primeiros passos rumo ao estrelato no UFC. Na ocasião, McGregor levou a melhor via decisão unânime dos juízes, ainda na divisão dos penas (até 66kg).
Agora, mais de uma década depois, os dois se reencontram em um contexto completamente diferente. Enquanto Holloway chega embalado como um dos nomes mais ativos e perigosos do elenco, McGregor tenta provar que ainda pode competir em alto nível após quase cinco anos de inatividade.
Marcado para o dia 11 de julho, em Las Vegas (EUA), o UFC 329 promete ser um dos eventos mais aguardados da temporada e pode representar um divisor de águas definitivo para o futuro competitivo de Conor McGregor.

