O Jiu-Jitsu entrou na vida de Daniel Camuna em um momento delicado. Aos 17 anos, pouco depois da morte do pai, ele começou a treinar e encontrou no esporte uma forma de atravessar o período de luto.
A adaptação foi rápida. Com apenas um mês de treino, decidiu competir pela primeira vez e percebeu que queria transformar o tatame em parte central de sua vida: “Descobri que era isso que eu queria para a minha vida, pela sensação única de me testar no tatame”, contou.
Cinco anos depois, Daniel Camuna vive uma realidade completamente diferente. Aos 22, representa a Cerrado MMA, em Brasília, é faixa-marrom e ocupa a primeira posição do ranking mundial No-Gi entre os pesos-galos de sua graduação.
A especialização no grappling sem kimono começou ainda na faixa-roxa. Desde então, o atleta passou a direcionar toda a rotina de treinamento para o No-Gi e encontrou na modalidade o caminho para consolidar a carreira profissional.
Em 2024, uma boa atuação na seletiva e no ADCC Open de São Paulo abriu uma nova porta. Daniel Camuna recebeu convite para integrar a equipe profissional de grappling da Cerrado MMA e passou a competir com maior frequência em eventos nacionais e internacionais.

Os resultados vieram em sequência. Em 2025, conquistou sete títulos de ADCC Open, foi semifinalista do ADCC Trials e acumulou outros resultados expressivos. No currículo, também aparecem o título europeu, o ADCC Youth e medalha em categoria faixa-preta até 77kg.
Em 2026, Daniel ampliou a lista de conquistas. Tornou-se campeão mundial No-Gi, venceu o Campeonato Brasileiro No-Gi da IBJJF e voltou ao topo do pódio em um ADCC Open, em Petrópolis.
A atual fase da carreira também inclui o apoio de Eduardo Turris, que passou a colaborar não apenas com a participação em competições, mas também com áreas como comunicação, mídia e posicionamento profissional.
“Isso está elevando o nível das minhas redes sociais e a minha habilidade de conversar com o público”, analisou o jovem atleta.
O próximo compromisso será o Turris Invitational, no dia 14 de novembro, no Rio de Janeiro, onde Daniel Camuna pretende mostrar não apenas seu desempenho esportivo, mas também a maturidade construída ao longo de uma trajetória que começou em um momento de dor e, em poucos anos, o levou ao topo do ranking mundial.


