Ao lado de Rogério Minotouro, Lilian Miras destaca experiência em programa de artes marciais inclusivas

Lilian Miras vem se destacando no seu trabalho pela inclusão (Foto: Divulgação) Lilian Miras vem se destacando no seu trabalho pela inclusão (Foto: Divulgação)

Ao lado de Rogério Minotouro, embaixador do Programa Estadual de Artes Marciais Inclusivas, a fonoaudióloga Lilian Miras participou do primeiro encontro do Ciclo do Conhecimento, realizado na Universidade Estácio, no Maracanã, neste mês de agosto. Durante o debate, ela apresentou parte da experiência construída a partir de sua contribuição técnica para a iniciativa idealizada pelo professor Fabrício Xavier.

Lilian destacou a importância da capacitação dos professores para receber alunos neurodivergentes, abordando aspectos como comunicação, compreensão de comandos, interação social e adaptação das atividades. Segundo a especialista, pequenas mudanças na forma de orientar e conduzir as aulas podem fazer diferença para a permanência e o desenvolvimento dos praticantes.

A participação da fonoaudióloga ocorreu em um debate que também reuniu Rafael Carino, presidente do Instituto Comunidade Saudável, do professor Felipe Teixeira, Fabrício Xavier, presidente do Sindilutas, além de Minotouro, tendo como eixo o papel das artes marciais como instrumento de transformação social. A experiência no programa permitiu acompanhar de perto os desafios enfrentados por professores que dominam suas modalidades, mas nem sempre tiveram acesso a ferramentas específicas para lidar com diferentes formas de comunicação e aprendizagem.

Desenvolvido por meio da parceria entre Sindilutas, APAE Rio, Federação das APAEs do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Esportes e Lazer da Prefeitura do Rio, o programa capacitou profissionais para atuar com pessoas com deficiência e Transtorno do Espectro Autista. A formação incluiu estratégias de avaliação individualizada, anamnese, adaptação de atividades e práticas voltadas à segurança e à inclusão no ambiente das lutas.

“Muitas vezes, pequenas mudanças na forma de orientar, explicar ou demonstrar uma atividade já fazem uma grande diferença. O professor não precisa deixar de ensinar a técnica, mas precisa entender que cada aluno pode responder de uma forma diferente e que isso exige atenção, escuta e adaptação”, destacou Lilian.

Embaixador da iniciativa, Rogério Minotouro reforçou a importância da integração entre professores, alunos e famílias e destacou a contribuição técnica de Lilian no processo de formação: “A gente viu professores muito comprometidos em aprender e melhorar o atendimento. A Lilian teve uma contribuição importante nesse processo porque trouxe um conhecimento que muitos de nós, que viemos do esporte, não temos na nossa formação”, afirmou Minotouro.

Idealizado por Fabrício Xavier, o programa encerrou sua primeira turma com mais de 300 professores certificados, em solenidade realizada no Club Municipal, na Tijuca. A conclusão da primeira turma reforça a proposta apresentada no Ciclo do Conhecimento: transformar a inclusão em prática por meio de técnica, metodologia e preparo.

Lilian Miras, Minotouro e outros nomes importantes participaram do debate sobre artes marciais inclusivas no Ciclo do Conhecimento (Foto: Divulgação)
Lilian Miras, Minotouro e outros nomes importantes participaram do debate sobre artes marciais inclusivas no Ciclo do Conhecimento (Foto: Divulgação)

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