Jon Jones revelou qual decisão considera um dos maiores arrependimentos de sua trajetória no MMA: ter ficado de fora do UFC Casa Branca. Em entrevista ao canal “The Schmo”, o ex-campeão duplo do Ultimate admitiu que gostaria de ter integrado o card especial realizado em junho, em Washington, nos Estados Unidos. Aos 39 anos, “Bones” ainda não confirma oficialmente o encerramento definitivo da carreira, mas reconhece que a oportunidade de participar do evento deixou uma marca em sua avaliação sobre o próprio legado.
A última aparição de Jon Jones no octógono aconteceu em novembro de 2024, em Nova York (EUA), quando derrotou Stipe Miocic por nocaute técnico no terceiro round. Na ocasião, o americano defendeu o cinturão dos pesos-pesados e protagonizou um momento que, segundo ele, reuniu aspectos importantes de sua vida pessoal e profissional. O lutador também destacou a presença de familiares e a oportunidade de expressar publicamente sua fé, fatores que tornaram aquela noite especialmente significativa.
“Eu realmente acredito que aquele foi o meu último momento dentro do octógono. E foi ótimo. Pude lutar, meu irmão ainda estava vivo na época, meu pai estava lá. Pude dizer ao mundo que amo Jesus e isso nunca vai mudar. Tive a oportunidade de homenagear o nosso presidente”, relembrou.
Jones também ressaltou a importância de ter enfrentado Miocic, considerado por muitos um dos maiores pesos-pesados da história do esporte. Para o americano, vencer um adversário desse calibre em uma luta que reuniu dois atletas experientes foi uma maneira marcante de encerrar aquele capítulo da carreira. Ainda assim, a realização do UFC Casa Branca fez com que ele reconsiderasse se poderia ter aproveitado uma última oportunidade de competir em um palco histórico.
“Não sou muito ligado em política, mas ter o presidente lá foi algo enorme. Então, sinceramente, acho que não tem como ser melhor do que isso. Miocic era considerado o maior pesado de todos os tempos, nós dois mais velhos e derrotá-lo, realmente não vejo como isso pode ficar maior”.
Jon Jones lamenta ausência em evento histórico
Antes de o card especial ser realizado, Jon Jones chegou a demonstrar interesse em participar do evento, mesmo depois de anunciar sua aposentadoria e deixar vago o cinturão dos pesados. Naquele período, o americano também esteve envolvido em uma longa negociação em torno de uma possível luta de unificação contra Tom Aspinall. Apesar de ter voltado atrás na decisão de se afastar e manifestado o desejo de competir no UFC Casa Branca, ele acabou não sendo incluído na programação.
“Aí, houve o evento da Casa Branca. Essa foi uma das poucas noites na minha carreira em que pensei, ‘Eu deveria ter estado lá’. Gealmente, não me arrependo das decisões que tomo, mas esse foi um dos meus maiores arrependimentos na vida, não fazer parte do UFC Casa Branca. Mas, se eu nunca mais lutar, acho que ficarei muito feliz”, concluiu.
O legado de Jon Jones no MMA
Jones iniciou sua carreira profissional em 2008 e construiu uma trajetória histórica no UFC, conquistando títulos nas categorias dos meio-pesados e dos pesos-pesados. Seu cartel registra 28 vitórias, uma derrota e um combate sem resultado. Ao longo dos anos, superou adversários de destaque como Alexander Gustafsson, Daniel Cormier, Glover Teixeira, Lyoto Machida, Maurício Shogun, Rashad Evans, Stipe Miocic e Vitor Belfort.
Apesar das dúvidas sobre uma eventual volta ao octógono, o próprio americano demonstra estar satisfeito com boa parte do caminho percorrido. A ausência no UFC Casa Branca, entretanto, permanece como uma exceção entre as decisões que tomou ao longo da carreira. Para Jones, a possibilidade de nunca mais lutar não representa necessariamente uma frustração, embora a lembrança do evento histórico tenha deixado a sensação de que poderia ter escrito mais um capítulo em sua trajetória.

