Gadelha revela que atletas exclusivos do UFC BJJ devem ser proibidos de competir no ADCC a partir de 2027

Nicholas Meregali enfrentaria Declan Moody no UFC BJJ 7, na próxima quinta-feira (2) (Foto: Reprodução/Instagram) Nicholas Meregali enfrentaria Declan Moody no UFC BJJ 7, na próxima quinta-feira (2) (Foto: Reprodução/Instagram)

O crescimento do UFC BJJ como produto profissional segue impactando diretamente o mercado do grappling. À frente da organização, Cláudia Gadelha revelou que a tendência é de maior rigidez contratual nos próximos anos, especialmente no que diz respeito à participação de atletas em outros eventos.

Durante participação no podcast “Mundo da Luta”, do site “Combate”, a executiva explicou que atletas com vínculo exclusivo ao UFC BJJ poderão ser impedidos de competir no ADCC a partir de 2027. A medida marca uma possível transformação estrutural no grappling profissional, com a consolidação de ligas independentes disputando os principais nomes da modalidade.

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Segundo Cláudia Gadelha, a organização ainda abriu exceções para que alguns atletas participem da edição de 2026 do ADCC. No entanto, a política deve ser encerrada já no ano seguinte, obrigando lutadores a optarem por um único circuito competitivo. Vale ressaltar que o ADCC é disputado de dois em dois anos.

“Há alguns dos nossos atletas exclusivos que liberamos para competir no ADCC este ano, mas a partir do ano que vem, eles só poderão ser atletas do UFC BJJ”, afirmou Gadelha, indicando que a partir de 2027 os contratos exigirão dedicação exclusiva à organização.

Apesar do impacto potencial da decisão, a dirigente ressaltou que o UFC BJJ não se posiciona como concorrente direto de outras entidades tradicionais do esporte, como o próprio ADCC ou a IBJJF. Segundo ela, a proposta é oferecer um modelo distinto, com calendário mais estruturado e oportunidades constantes para os atletas.

“Nós não queremos competir com ninguém. Acreditamos no que o ADCC está fazendo, no que a IBJJF está fazendo. São produtos diferentes do que temos e do que estamos construindo aqui. Também acreditamos que, para um atleta construir uma carreira profissional no Jiu-Jitsu, este é o lugar onde ele ou ela precisa estar, porque temos consistência. No ano passado fizemos seis eventos, este ano teremos dez”, disse Cláudia Gadelha.

À frente do UFC BJJ, Cláudia Gadelha revela desafios logísticos e planos de internacionalização, incluindo Abu Dhabi (Foto: Reprodução/UFC)

A possível restrição, no entanto, pode alterar profundamente o cenário do grappling mundial. Historicamente, o ADCC reúne os principais nomes da modalidade, independentemente de contratos, funcionando como um ponto de encontro da elite. Com a exclusividade sendo aplicada pelo UFC BJJ, o esporte pode caminhar para uma divisão semelhante ao que ocorre no MMA, com talentos distribuídos entre diferentes organizações.

Com o aumento no número de eventos e a implementação de contratos mais rígidos, o UFC BJJ reforça sua estratégia de estabelecer um circuito regular, aproximando-se do modelo adotado pelo próprio Ultimate no MMA e consolidando um novo formato de profissionalização no grappling e no Jiu-Jitsu.

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