O Jiu-Jitsu viveu um momento simbólico e de reconhecimento internacional na última semana. Em uma visita que uniu esporte, impacto social e representatividade, o Rei Charles III esteve no bairro de Hammersmith, em Londres, na Inglaterra, para conhecer de perto a academia comandada pelo brasileiro Roger Gracie, um dos maiores nomes da história da arte suave.
A presença do monarca britânico teve como principal objetivo apoiar o projeto “REORG”, iniciativa que utiliza o Jiu-Jitsu como ferramenta de reabilitação física e emocional para veteranos de guerra e profissionais dos serviços de emergência. A proposta busca promover bem-estar, disciplina e reconstrução de vínculos por meio da prática esportiva.
Durante a visita, compartilhada oficialmente nas redes sociais da Família Real, Charles III conversou com participantes do projeto, acompanhou demonstrações nos tatames e conheceu detalhes sobre o funcionamento da iniciativa liderada dentro da academia de Roger Gracie.
O momento mais marcante do encontro aconteceu quando o Rei recebeu das mãos do faixa-preta brasileiro uma faixa-branca simbólica de Jiu-Jitsu, gesto que representou o reconhecimento institucional à modalidade e também ao trabalho social desenvolvido pelo projeto em território britânico.
A visita reforça o alcance global do legado construído por Roger Gracie dentro e fora das competições. Considerado por muitos como o maior nome da história do Jiu-Jitsu esportivo, o brasileiro construiu uma carreira histórica, marcada por múltiplos títulos mundiais na faixa-preta e duelos que ajudaram a redefinir o nível técnico da modalidade.
Entre seus feitos mais emblemáticos está o desempenho no ADCC de 2005, quando conquistou os títulos da categoria e do absoluto finalizando todos os oito adversários que enfrentou. O domínio consolidou seu nome entre as maiores referências dos esportes de combate e faz com que, até hoje, atletas de diferentes gerações apontem Roger Gracie como um dos maiores de todos os tempos.

