Felipe Preguiça escreveu seu nome mais uma vez na história do ADCC. No último domingo (13), em Cracóvia, na Polônia, o brasileiro venceu Roosevelt Sousa na decisão do absoluto do ADCC 2026 e alcançou um feito inédito: tornou-se o primeiro atleta a conquistar por duas vezes o título da divisão absoluto. A vitória na grande final veio por finalização, coroando uma campanha marcada por momentos de grande dificuldade e capacidade de reação.
Na decisão, Preguiça precisou lidar com uma postura agressiva de Roosevelt Sousa, que buscou ataques nas pernas durante boa parte do confronto. O brasileiro, porém, conseguiu sobreviver às investidas, chegar às costas do adversário e encaixar o mata-leão para definir o combate. A estratégia lembrou outro momento emblemático da carreira de Felipe Preguiça, quando ele também encontrou as costas de Gordon Ryan e venceu por pontos a final do absoluto do ADCC em 2017.
O caminho até a medalha de ouro, entretanto, esteve longe de ser simples. Preguiça começou sua campanha contra Francis Pana e precisou da prorrogação para conquistar a vitória por estrangulamento. Nas quartas de final, superou Eoghan O’Flanagan por 3 a 0, garantindo a classificação para a semifinal. Diante de Abdulaev Ruslan, o brasileiro novamente teve que passar pelo tempo extra antes de conseguir finalizar o adversário com um estrangulamento e confirmar sua vaga na grande decisão.
A conquista no absoluto ganhou ainda mais peso pelo desempenho apresentado por Preguiça ao longo do fim de semana. Antes de disputar a categoria sem limite de peso, o mineiro também competiu na divisão acima de 99kg, na qual somou duas vitórias por finalização. Já no absoluto, foram quatro lutas disputadas e três triunfos pela via rápida, mostrando a eficiência do brasileiro nos momentos decisivos.

Com o resultado diante de Roosevelt Sousa, Felipe Preguiça alcançou uma marca que nenhum outro atleta havia conseguido na história do ADCC. O brasileiro passa a ser o único competidor com dois títulos absolutos da competição, consolidando ainda mais seu legado em um dos principais palcos do grappling internacional.
A trajetória em Cracóvia também reforça uma característica que acompanha Preguiça ao longo da carreira: a capacidade de suportar situações de perigo, encontrar brechas no jogo dos adversários e transformar oportunidades em finalizações. Aos 35 anos, o brasileiro voltou a conquistar o topo do absoluto e ampliou seu espaço entre os grandes nomes da história do ADCC.

