Kennedy Maciel viveu um domingo histórico no ADCC 2026. No último dia da competição, realizado em Cracóvia, na Polônia, o brasileiro finalizou Gavin Corbe na prorrogação, com uma chave de braço, e conquistou pela primeira vez a medalha de ouro do torneio. O triunfo garantiu a Kennedy o título da categoria até 66kg e acrescentou um capítulo especial à história de sua família no grappling.
Décimo terceiro cabeça de chave do torneio, Kennedy Maciel precisou superar nomes de peso ao longo da campanha para chegar ao topo. Entre os obstáculos esteve Diego “Pato” Oliveira, apontado entre os favoritos da divisão. Na decisão, o brasileiro encontrou Gavin Corbe, que atravessava grande fase na competição, e conseguiu definir o confronto no tempo extra com a finalização que confirmou seu primeiro título mundial no ADCC.
O caminho até o ouro teve um significado ainda maior pela trajetória de Kennedy no evento. Sua primeira participação aconteceu em 2019, quando foi chamado de última hora para substituir o próprio pai, Rubens “Cobrinha” Charles. Naquela edição, o jovem atleta surpreendeu ao chegar à final e conquistar a medalha de prata, resultado que sinalizava o início de uma trajetória que, seis anos depois, finalmente o levaria ao lugar mais alto do pódio.
Depois de três participações consecutivas no ADCC, Kennedy Maciel chegou à quarta edição de sua carreira determinado a transformar a experiência acumulada em uma conquista. A espera terminou em Cracóvia, com uma campanha que culminou na finalização de Gavin Corbe e na tão aguardada medalha de ouro.
O resultado também colocou Kennedy e Rubens “Cobrinha” Charles em uma posição inédita na história do ADCC. Considerado uma das grandes lendas do Jiu-Jitsu brasileiro e do próprio evento, Cobrinha conquistou três medalhas de ouro e cinco no total em sua trajetória no ADCC. Agora, ao lado do filho, passa a integrar a primeira dupla de pai e filho a conquistar títulos mundiais na competição.
A conquista de Kennedy Maciel representa, portanto, muito mais do que seu primeiro ouro no ADCC. Aos 29 anos, o brasileiro transforma uma história que começou com uma substituição de última hora em 2019 em um feito familiar sem precedentes. Seis anos depois de conquistar a prata em sua estreia, ele finalmente chegou ao topo e ampliou o legado construído por Cobrinha nos tatames.


