Na noite do último sábado (3), em Niterói (RJ), o Jungle Fight celebrou 23 anos de história com a edição de número 155, trazendo grandes batalhas para os fãs de artes marciais mistas. Em uma das disputas de cinturão mais aguardadas do card, o lutador Oton Jasse entrou em ação para defender o título da categoria dos médios. Em conversa com o “Recorte da Luta”, o campeão relembrou os detalhes do combate contra o boliviano Josias “Búfalo” Núñez, que terminou em vitória por triângulo de mão ainda no primeiro round.
Com um Jiu-Jitsu refinado e amplamente reconhecido no cenário nacional, Oton Jasse voltou a impor sua marca registrada dentro do cage. O triunfo no Jungle Fight 155 não apenas garantiu a manutenção do seu trono na divisão, mas também marcou sua impressionante 20ª finalização por triângulo de mão na carreira. O brasileiro explicou que a estratégia traçada com sua equipe foi executada com precisão cirúrgica diante do desafiante.
“A luta aconteceu exatamente como o planejado. Eu estudei bastante o meu adversário e sabia do risco que eu estava correndo ali no início da luta, mas ao mesmo tempo eu sabia como a luta ia se desenrolar. Eu sabia que ele também era um cara agressivo, que tinha uma mão pesada, por ser profissional do Boxe. Mas em lutas anteriores, com tanta agressividade, ele acabava se embolando, e comigo eu sabia que não seria diferente. Ele teria que lutar muito contra os instintos dele para não grudar em mim. Eu marquei o tempo que ele dava o cruzado com a mão da frente, consegui pegar um golpe de encontro que fez ele sentir. Com isso ele ‘bambeou’, eu chutei, ele me agarrou e acabou indo para o meu jogo”, explicou o brasileiro.
Com o cinturão mantido e sem ter sofrido grandes danos durante o confronto no Jungle Fight 155, Oton Jasse já projeta os próximos passos na organização. O detentor do título dos médios deixou claro que não pretende ficar muito tempo longe das lutas e afirmou estar no aguardo de uma convocação para entrar no cage novamente no final deste ano.
“Eu pretendo defender o cinturão o mais rápido possível. Não me machuquei na luta, foi tudo tranquilo. Tive alguns imprevistos, mas nada fora do padrão. Espero que em breve tenha uma nova oportunidade. Se tudo der certo, no mês que vem ou até no início de dezembro eu já devo estar defendendo o cinturão mais uma vez”, projetou.

Embora mantenha o foco total na trajetória vitoriosa e na sequência de defesas no MMA, o lutador não esconde seu carinho por outras modalidades de combate. O grappling surge como um caminho natural para suas habilidades, e o atleta sinaliza que convites vantajosos podem ser avaliados com carinho para compromissos paralelos.
“Fazer uma luta de grappling, por enquanto, não está nos meus planos. Mas eu vou muito pela oportunidade. Não tem como eu deixar um pouco de lado o MMA e focar no grappling, mas eu posso lutar da forma como eu estou treinando também. Se tiver alguma oportunidade de fazer uma luta de grappling, eu caio pra dentro”, concluiu.
Com o retrospecto dominante e o triângulo de mão cada vez mais afiado, Oton Jasse reforça seu status como um dos nomes mais sólidos e temidos da categoria no Jungle Fight, mantendo o público atento aos seus próximos passos no esporte.

