A psicóloga e faixa-marrom Flávia Távora destacou a importância de mulheres construírem autonomia dentro do Jiu-Jitsu para decidir com segurança onde querem estar e quais ambientes merecem sua presença. A reflexão veio em meio ao momento delicado vivido pela modalidade, após a crise gerada pelas acusações de assédio contra André Galvão, líder da Atos, denunciado por Alexa Herse, faixa-roxa de 18 anos.
Durante participação no podcast Pura Connection, comandado por André Bintang, Flávia reforçou que o Jiu-Jitsu pode ir além da defesa pessoal e se tornar também uma ferramenta de fortalecimento emocional e postura. Para ela, o principal ganho está na mulher aprender a se impor e reconhecer seus próprios limites dentro de qualquer espaço.
“Quando a mulher entra no Jiu-Jitsu, óbvio que ela busca uma defesa pessoal, mas uma coisa que a mulher precisa desenvolver, digamos assim, é a própria autonomia de se impor. Às vezes, numa situação dessa, independente se o cara é professor ou não, a gente tem como se impor”, afirmou.
Flávia também ressaltou que nenhuma mulher deve permanecer em um ambiente que provoque desconforto psicológico ou insegurança, reforçando que o poder de escolha precisa ser prioridade: “Independente se o cara me expulsar da academia ou não, a gente tem como se impor. Porque academia tem um milhão. O cara vai me expulsar porque eu falei ‘não’ para ele? Ótimo então não é ali que eu tinha que estar”.
Assista abaixo o episódio na íntegra:

