A situação envolvendo Melqui Galvão ganhou um novo desdobramento. Preso temporariamente desde o fim de abril por acusações de crimes sexuais, o treinador de Jiu-Jitsu teve a transferência do Amazonas para São Paulo autorizada pela Justiça, atendendo a um pedido da Polícia Civil amazonense. A informação foi divulgada inicialmente pela página “MMA Hoje” na última quinta-feira (7).
Além da autorização para remoção ao estado onde corre a investigação principal, a decisão judicial também estabeleceu uma condição específica para o cumprimento da custódia. Segundo a determinação, Melqui Galvão deverá permanecer em cela ou ala separada da população carcerária comum, medida voltada à preservação de sua integridade física durante o período de detenção.

Melqui Galvão foi preso no dia 28 de abril, em Manaus, após investigações relacionadas a denúncias envolvendo abusos sexuais contra menores. A apuração teve início a partir da denúncia de uma atleta de 17 anos, que afirmou ter sofrido abuso sexual durante uma viagem para uma competição de Jiu-Jitsu realizada na Itália, em fevereiro.
O caso passou a ser conduzido pelas autoridades paulistas, uma vez que a primeira denunciante reside em São Paulo. Desde então, outros relatos vieram a público, ampliando a repercussão do caso dentro da comunidade da arte suave e aumentando a pressão por respostas institucionais e judiciais.

Em paralelo às investigações, entidades importantes do esporte também adotaram medidas administrativas. Em nota oficial, tanto a CBJJ quanto a IBJJF informaram o banimento definitivo de Melqui Galvão de atividades e eventos ligados às organizações, impedindo sua participação em futuras competições ou ações promovidas pelas federações.
O caso segue em investigação, e a transferência para São Paulo representa mais um capítulo de um processo que continua mobilizando atletas, equipes e dirigentes do cenário do Jiu-Jitsu nacional e internacional.

