Mica Galvão está oficialmente de volta ao circuito competitivo do Jiu-Jitsu. O atleta, considerado o mais jovem campeão do Super Grand Slam da modalidade, retornou aos tatames no último sábado (20) e teve atuação de destaque ao conquistar o ouro duplo no New Jersey Open da IBJJF, vencendo tanto sua categoria de peso (meio-pesado) quanto o absoluto.
O retorno aconteceu após um período de 293 dias longe das competições oficiais, desde sua participação no CJI 2, em agosto de 2025. Mesmo atuando acima de sua categoria original, Mica competiu na divisão dos meio-pesados e utilizou a preparação recente para impor um jogo agressivo e dominante durante todo o evento.
Com um estilo baseado em forte pressão e controle de passagem de guarda, o manauara teve uma performance consistente e finalizou todas as três lutas disputadas, sendo uma na categoria de peso e duas no absoluto. A campanha reforça a adaptação do atleta ao novo momento físico após o período afastado dos torneios.
Após o desempenho impecável, Mica Galvão falou sobre o retorno aos tatames em entrevista à IBJJF e destacou o impacto emocional da volta às competições: “Foi incrível! Não sei explicar, mas eu senti muita falta dos tatames. Não é como se eu quisesse só lutar. Eu literalmente tinha que voltar a lutar”, afirmou Mica.
O atleta também comentou sobre o período de pausa e o processo de retomada gradual aos treinos e competições: “Estive tentando me encontrar, tentando encontrar alguma coisa e treinando um pouco durante (o período). Assim que tive a oportunidade de competir foi a primeira coisa que fiz. Pensei: ‘Preciso voltar aos tatames, e nada melhor do que voltar de kimono.'”
Mesmo com o desempenho dominante e o ouro duplo conquistado no New Jersey Open da IBJJF, Mica Galvão adotou um tom cauteloso em relação ao futuro imediato. O lutador indicou que novos planos devem ser traçados apenas para a próxima temporada.
“Só de estar de volta já me traz uma grande alegria, mas os próximos planos provavelmente vão ficar para o ano que vem. Ainda estou avaliando muitas coisas. Talvez voltar no ano que vem, no Mundial”, concluiu.

